terça-feira, 23 de setembro de 2008

Viagem.





Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar...

(Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos).

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revôlta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.

António Gedeão.

15 comentários:

  1. «O que importa é partir, não é chegar.»

    tenho um amigo (um grande amigo) que diz que importa, também, o prazer que se tira do caminho. bem, é discutível, tratando-se duma viagem de barco, o prazer não será muito; na TAP, a coisa, também não é muito agradável. ... atrasos e assim. na CP é uma desgraça... melhor ir a pé.

    ResponderEliminar
  2. Se não souber-mos para onde vamos, todos os caminhos nos levam a lugar nenhum .

    ResponderEliminar
  3. isso, já não é uma questão de agradabilidade ou não agradabilidade. é falta de orientação.

    orientemo-nos, sejamos os vivos construtores de caminhos

    auxiliares:

    http://www.cienciaviva.pt/equinocio/index.asp

    ResponderEliminar
  4. Navegar, navegar... Quem +e mesmo que canta isto?
    Fausto? Talvez?

    ResponderEliminar
  5. é o lindinho do caetano.
    diga: Caiatano
    penso eu de que.

    ResponderEliminar
  6. Entre o chegar e o partir está o caminho. Por vezes sem ilusões. Na maioria das vezes rochoso... com pedras, estão a ver?

    ResponderEliminar
  7. Com pedras?
    Isso é do caraças, dá cabo dos saltos dos sapatos e das botas.

    ResponderEliminar
  8. Nem imaginas como tenho os pés por ter percorrido as ruas do Fx...
    Mas fui e cheguei. Não tirei grande prazer do caminho, disso tenho a certeza, mas é um caminho que talvez leve a algum lugar...

    ResponderEliminar
  9. Já agora (isto era para outro poste, talvez noutro blogue, mas acho que fica aqui muito bem) deixa lá o puto ter o Magalhães... já viste o que lhe aconteceu quando se meteu a caminho?

    ResponderEliminar
  10. Apetece-me chatear alguém.
    Um dó li tá.... calhou o blogue do manuel marques. Ele está a dormir, nem incomodamos muito.
    nem pensar, ora, disse logo que aquilo não vale o guito. como ela não liga nenhuma ao que digo, é bem capaz de comprar o computador ao puto.
    a propósito, o arranjo só custou 75 €, nem queiras saber o que era, melhor nem dizer.

    ResponderEliminar
  11. Caríssimo manuelmarques! Obrigada. É um dos meus poemas preferidos.

    ResponderEliminar
  12. ainda assim, cara amiga, usa o teu, somente em cima e superfícies planas e bem limpas. diz qu'os gajos (os portáteis) aspiram tudo e eu que pensava que só tinha o antigo aspirador da nossa estimada amiga.
    pena que não cozinham.

    ResponderEliminar
  13. Enquanto o caríssimo dorme, pomos a conversa em dia. Então os portáteis comem?
    Ideia engraçada! Mas afinal onde andaste tu com ele? Que lhe deste que não fez a digestão?
    O meu (que tive de aderir à política do Sócrates e "pedir" um e escolas) por enquanto dorme quase sempre nas minhas pernas. Mas quem sabe o que elas lhe oferecem...

    ResponderEliminar
  14. ai dorme nas tuas pernas.
    caríssima, 'tás lixada, ficas sem ele não tarda.
    exactiqual, superficie plana e limpa. nada de pernas, mesmo limpas.
    disse-me o tratador de portáteis com doença crónica.

    ResponderEliminar