
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarEsse poema é maravilhoso! Adoro Fernando Pessoa e seus heterônimos, muito bom,,, e será que ele também precisa do silêncio para escrever?
ResponderEliminarAh, acredito que sim...
Um beijo e obrigada por sua visita, linda!
CON
Engraçado,na resposta q.dei aos Amigos brasileiros,que já tive o prazer de conhecer,falava de Camões
ResponderEliminare tu falaste de Pessoa.
Dois gigantes da Literatura...
Beijo.
isa.
Não há um poema de Fernando Pessoa que não nos fale direto na alma.
ResponderEliminarObrigada pela visita e pelo verso tão lindo.
Beijos