quinta-feira, 23 de julho de 2009

Diário duma Mulher.




Meu rosto já tem vincos de cansaço.
Murcharam como as rosas minhas faces.
Já não posso estreitar-te num abraço,
sem temer, meu Amor, que não me abraces!

O luar nos meus olhos fez-se baço.
Meus lábios, se algum dia tu beijasses!...
Meu passado, porém, morreu no espaço,
qual nuvem que em chuvisco transformasses!

O futuro não tem de que viver.
O amor — raízes mortas que não nascem —,
os sonhos, estão como se embarcassem

num cruzeiro de calma, sem saber
que o é... Mas essa calma hoje é sinónimo
de um sentimento misterioso, anónimo...

Isabel Gouveia, in "Atrás do Tempo" em>

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ai Manuel!
    "o futuro não tem de que viver"
    Triste demais esse poema de falta de amor. O que murcha uma mulher é esse desamor.
    beijos
    Angela

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  3. -PRIMEIRA ADVERTENCIA:
    -NUNCA NOS DEVEMOS ESQUECER DE AGRADECER A VIDA.

    "A GRANDEZA NÃO CONSISTE EM RECEBER HONRAS, MAS EM MERECÊ-LAS."

    BEIJINHOS.

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