
no obscuro desejo,
no incerto silêncio,
nos vagares repetidos,
na súbita canção
que nasce como a sombra
do dia agonizante,
quando empalidece
o exterior das coisas,
e quando não se sabe
se por dentro adormecem
ou vacilam, e quando
se prefere não chegar
a sabê-lo, a não ser,
pressentindo-as, ainda
um momento, na aresta
indizível do lusco-fusco.
Vasco Graça Moura
Lindo poema, passei para conhecer o espaço que deixou marcas no blog da Cris.. foi um prazer.
ResponderEliminarAbs,
Olá meu lindo amigo.
ResponderEliminarO poeta nos deixa nesse poema traços de sua passagem, não provas.
Só os traços nos fazem sonhar.
Nesse poema, ele nos passou o estado íntimo a qual as palvras falam sózinhas.
Lindo...lindo...lindo...
Parabéns , amigo querido.
Beijinhos doces, e uma semna de muitos brilhos e paz.
Regina Colei.