
Abri as janelas
que havia dentro de ti
e entrei abandonado
nos teus braços generosos.
Senti dentro de mim
o tempo a criar silêncio
para te beber altiva e plena.
Mil vezes
repeti teu nome,
mil vezes,
de forma aveludada
e era a chave
que se expunha
e fecundava dentro de mim.
Já não se sonha,
deixei de sonhar,
o sonho é poeira dos tempos
é a voz da extensão
é a voz da pureza
que dardejava na nossa doçura.
Quando abri as tuas janelas
e despi teus braços
perdi a vaidade
e a pressa,
amei a partida
e em silêncio abri,
(sem saber que abria)
uma noite húmida
em combustão secreta
desmaiado no teu ombro
de afrodite.
Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"
Essas paixões, como são boas.
ResponderEliminarbeijo
"uma noite húmida
ResponderEliminarem combustão secreta
desmaiado no teu ombro
de afrodite."
Lindíssimo!
Sempre fui a "senhora sonho", tenho procurado estar mais em estado de vigília! Assim é o mundo!
ResponderEliminarAbraços fraternais
Léia