
Pois então não vês que é um sonho, uma mentira atroz a liberdade do coração? Não o sentes tu bater, enraivecido e louco, pelo cativeiro? E podes tu, por acaso, soltá-lo? Que irrisão! E se o soltasses, se lhe abrisses de par em par as portas do teu peito, que faria ele em liberdade, pobre leãozito cego?!... Como ele lastimaria o fofo e quente ninho do seu tristíssimo cativeiro! Um coração perdido pela lama do mundo, pelo pó dos atalhos... Que desgraçado coração seria esse! É bem melhor tê-lo como eu digo: «Na paz da tua cela a soluçar...».
Florbela Espanca, in "Correspondência (1916)"
Anda por aí muito leãozito cego, sim senhora. Andam em maré de azar, 'tadinhos
ResponderEliminar(escusa de me dizer que há mais marés que marinheiros. vergonha, uma vergonha.)
[Manel, sorry, mas este eu liríco, profundamente, depressivo a enaltecer-se na sugestão exaustiva da palavra... sei lá, faz-me lembrar... futebol eh eh eh]
O coração não pode libertar-se do seu ritmo, do seu (bate-bate) e... da sua pressão. É assim o coração...
ResponderEliminarUm abraço
olá
ResponderEliminarpenso que Florbela, tem razão, não há como libertar o coração...
beijo
Sera?
ResponderEliminarVida dura,
beijo