
Amo-te no intenso tráfego
Com toda a poluição no sangue.
Exponho-te a vontade
O lugar que só respira na tua boca
Ó verbo que amo como a pronúncia
Da mãe, do amigo, do poema
Em pensamento.
Com todas as ideias da minha cabeça ponho-me no silêncio
Dos teus lábios.
Molda-me a partir do céu da tua boca
Porque pressinto que posso ouvir-te
No firmamento.
Daniel Faria, in "Dos Líquidos"
Manuel...
ResponderEliminarJá disse no post anterior, como gosto de vir aqui.
Lindo poema.
Abraços de uma brasileira.
Franca/ SP/ Brasil.
Lindo, lindo este poema.
ResponderEliminarUn beijo
Flor
olá.
ResponderEliminaro amor não tem limites, este sentimento lindo acontece em qualquer lugar...
e sim se estamos em total sintonia podemos ouvir o firmamento, e o eco deste amor em qualquer parte d'ele.
beijo
Tô ficando doidinha com tantas formas de amar e de AMOR...afff "Amo-te no intenso tráfego...Porque pressinto que posso ouvir-te
ResponderEliminarNo firmamento."
Beijuuss n.c.
Rê
www.toforatodentro.blogspot.com
Sabes escolher com maetria os lindos poemas que posta aqui.
ResponderEliminaré de um prazer imensúrável ler algo tão belo!
Bjs
Interessante poema.
ResponderEliminarbeijos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarOiee,lindo poema, assim como tudo que escreves, parabéns!
ResponderEliminarBeijos em seu coração.
Esse é um amor que transcende ,
ResponderEliminarque se expande,
que vara os portais dos Céus.
Que é infinito de tanto Amor!
Beijos no teu coração, amigo querido!
Profundo e maravilhoso. Obrigada pela visita no meu blog. Sinto imensa alegria em visitar-me. Abraços criativos
ResponderEliminarOlá Manuel
ResponderEliminarFiquei muito contente de encontrar aqui um poema do Daniel Faria.
Dele, o meu preferido é este:
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas
Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração.
Daniel Faria
de Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998)
Já viu, esta maravilha?
Como mulher que sou...tenho-o sempre presente.
Um beijo e um bom fim de semana
viviana
Que lindo!
ResponderEliminarAdorei!
Feliz dia pra você!
Beijos
Lia
Blog Reticências...
[tão grande a minha ignorância, quando "contemplo" as letras de Daniel Faria e tenho que dizer: "até agora, só o li na net"... é! muitos são os preços, e o mais da vezes demasiado elevados, de viver no interior dum país, que só é pobre quando olha de lado e desdenha dos que teimam em não vegetar nas grandes cidades...]
ResponderEliminarum imenso abraço, Amigo Manuel
Leonardo B.