
Tu acendeste-me o lume,
Naquela tarde de frio. E do jardim,
Solitário e sombrio,
Vinha até mim
Um suave perfume
De goivos a morrer.
Sobre a cidade calma,
As nuvens, uma a uma,
Como flocos de espuma,
Passavam a correr.
Era uma tarde, das tardes mais frias!
E as coisas não me sorriam.
Somente,
Doente,
Tu me sorrias.
Na vidraça, como gelo,
Soluçaram gotas de água.
Afaguei o teu cabelo,
Com alegria e com mágoa.
Era uma tarde sombria,
De luz bem singular.
Tarde tão fria,
Até parecia
Que tudo ia gelar.
Alfredo Brochado, in "Bosque Sagrado" Amor
Manuel
ResponderEliminarOnde descobres esta pérolas de poemas...lindo.
Beijinhos
Sonhadora
Muito bonito este poema.
ResponderEliminarObrigada pelas tuas visitas.
Bom fim de semana.
Um beijo
Flor
olá.
ResponderEliminarpor vezes é assim que acontece, o amor vai se tornando emnor a cada dia, até o frio tomar conta de tudo....e gelar a alma.
beijo
BEIJO E BOM FINAL DE SAMAN, SERÁ QUE ENTROU O OUTRO COMENTÁRIO? BJBJ OUTRA VEZ, con
ResponderEliminarlINDO O POEMA.
ResponderEliminarUM BEIJO MANUEL, OBRIGADA POR SUA AMIZADE, CON
Pude sentir o mesmo frio da solidão que o poeta sentiu....triste....beijos, bom domingo!
ResponderEliminarSou da mesma opinião da Sonhadora.
ResponderEliminarAqui tenho descoberto nomes e textos que são maravilhosos.
Beijo
Gosto muito deste poema ,Manuel!E da foto tambem .bjs e bom Domingo amigo
ResponderEliminarbelíssimo poema
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