sábado, 31 de julho de 2010

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Uma coisa branca,
Eis o meu desejo.

Uma coisa branca
De carne, de luz,

Talvez uma pedra,
Talvez uma testa,

Uma coisa branca,
Doce e profunda,

Nesta noite funda,
Fria e sem Deus.

Uma coisa branca,
Eis o meu desejo.

Que eu quero beijar,
Que eu quero abraçar,

Uma coisa branca
Para me encostar

E afundar o rosto.
Talvez um seio,

Talvez um ventre,
Talvez um braço,

Onde repousar.
Eis o meu desejo,

Uma coisa branca
Bem junto de mim,

Para me sumir,
Para me esquecer,

Nesta noite funda,
Fria e sem Deus.

(Dante Milano)

4 comentários:

  1. Poema interessante, sem dúvida! E bonito no jogo do talvez...
    Uma coisa branca... veio-me à ideia a neve... de que gosto muito!!!

    Beijinho

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  2. " Uma coisa branca/(...)/ Para eu sumir/(...)/ Nesta noite.../ Fria e sem Deus.

    - Qual será o desalento que leva desejar a fuga pela incosciência?!

    - Que solidão!...

    Abraços nada brancos e, nada frio...

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