
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
Miguel Torga, in 'Diário VII'
este, certamente, se tivesse blog, seria sem caixa de comentários.
ResponderEliminarSão tantas?
ResponderEliminarNenhuma merece?
Eu fico com uma rosa!?...
Bj,
Manú
Meu querido amigo
ResponderEliminarMaravilha de poema...posso levar a rosa?
Beijinhos com carinho
Sonhadora
oi meu amigo poeta- este realmente é melancólico oh louco amor não correspondido!
ResponderEliminarbjs
lú
olá.
ResponderEliminaré melhor se decidir....poemas são lindos e muitas pessoas gostam...dediques a quem amas...mais..
beijo
Bonito poema de um amor não realizado.
ResponderEliminarbeijos
Querido amigo Manuel, tristeza, saudade, sem final feliz..Beijocas
ResponderEliminarAh, somos sempre insatisfeitos no amor...reclamamos,escrevemos e mais tarde, alguém se lembra de guardar os poemas e aqui estão perante nós, de tão grande Poeta...
ResponderEliminarUm beijinho da laura