quarta-feira, 2 de março de 2011

Ontologia do Amor ...



Tua carne é a graça tenra dos pomares
e abre-se teu ventre de uma a outra lua;
de teus próprios seios descem dois luares
e desse luar vestida é que ficas nua.

Ânsia de voo em asas de ficar
de ti mesma sou o mar e o fundo.
Praia dos seres, quem te viajar
só naufragando recupera o mundo.

Ritmo de céu, por quem és pergunta
de uma azul resposta que não trazes junta
vitral de carne em catedral infinda.

Ter-te amor é já rezar-te, prece
de um imenso altar onde acontece
quem no próprio corpo é céu ainda.

Vítor Matos e Sá, in 'Horizonte dos Dias'

13 comentários:

  1. Catedral do Amor e no Amor. Um Templo com todas as divindades...
    Maravilhoso poema!

    Bjsss

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  2. Manuel, eu não conhecia.
    Gostei muito.
    Bjs,
    Mara

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  3. Amar assim apetece...

    Beijinho

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  4. AMIGO MANUEL QUE POEMA LINDO,
    FORTE PROFUNDO,AUDAZ,MARAVILHOSO POETA,UM FORTE ABRAÇO MARLENE

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  5. oi Manoel blz!!
    Brigado pela visita!!
    cara eu acreditei nem, fiquei supresa, qdo li o e-mail, parágrafo Acreditar entrei nenhum site e vi q realmente Fui uma sortuda .. rsrsr

    beeijos.

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  6. Nossa meu amigo...Que coisa mais linda!
    Li reli e me apaixonei. Vou levar e guardar no meu baú de tesouros.
    Bjos achocolatados e um dia doce pra ti

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  7. Lindo poema...sensual na medida, romântico por demais...adoreiiii...
    Meu querido, ótimo dia pra ti...beijinhos
    Valéria

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  8. Olá Manuel...

    Na imagem que a leitura nos dá, neste poema lindo que não conhecia, fica-se pendente algures num estado de graça.

    Kandandos e tudo de bom para ti!

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  9. Olá querido Manel,
    Gostei imenso deste soneto, este faz arrepiar a pele!...
    Linda também a pintura!
    Beijos,
    Manu

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  10. Belíssimo este soneto! Intenso...Adorei!!
    Beijo azul!

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