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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um Livro...





Brincadeira sugerida pela Denise do blog Tecendo Idéias http://baliar.blogspot.com .
Escolher um livro, abrir na página da sua idade e escolher um trecho,ilustrando o post com uma bela imagem.Quem quiser participar é só levar o selo, que está aí em cima.





Livro.

Dom Casmurro de Machado de Assis
Pág.56

Levantei os lhos ao céu,que começava a embruscar-se ,mas não foi para vêlo coberto ou descoberto.Era ao outro céu que eu erguia a minha alma;era ao meu refúgio,ao meu amigo.Então disse de mim para mim:
-Prometo rezar mil padre-nossos e mil avé-marias,se José Dias arranjar que eu não vá para o seminário.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Literatura


Sinopse:

Este é um romance sobre a intolerância. Este texto notável, publicado no ano de 1899, descreve o ciúme de um homem, o advogado bento santiago - o bentinho -, por sua mulher, capitolina - a capitu. Dentro desta aparente simplicidade, esconde-se, afinal, um dos mais brilhantes ensaios sobre a intolerância, sobre um homem que não pode suportar que sua mulher seja mais mulher do que ele é um homem. Dom casmurro é, sem favor nenhum, um dos romances mais importantes da história das literaturas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?




Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

segunda-feira, 27 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

É assim que te quero, amor




Assim, amor, é que eu gosto de ti, tal como te vestes e como arranjas os cabelos e como a tua boca sorri, ágil como a água da fonte sobre as pedras puras, é assim que te quero, amada, Ao pão não peço que me ensine, mas antes que não me falte em cada dia que passa. Da luz nada sei, nem donde vem nem para onde vai, apenas quero que a luz alumie, e também não peço à noite explicações, espero-a e envolve-me, e assim tu pão e luz e sombra és. Chegastes à minha vida com o que trazias, feita de luz e pão e sombra, eu te esperava, e é assim que preciso de ti, assim que te amo, e os que amanhã quiserem ouvir o que não lhes direi, que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo para tais argumentos. Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor, uma folha que há-de cair sobre a terra como se a tivessem produzido os nosso lábios, como um beijo caído das nossas alturas invencíveis para mostrar o fogo e a ternura de um amor verdadeiro.

(Pablo Neruda)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um sorriso é meia vida.




De sorriso olhava a vida
de meio sorriso ou inteiro
tanto fazia
a vida é um sorriso
um sorriso é meia vida.

Amava o próximo e sorria
amava o amor
porque o sentia
com um sorriso interior
sorria sorria...

Olhava o mundo
e queria
que todo o universo sorrisse
com um sorriso profundo
com inteiro ou meio sorriso
tanto fazia.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Segue o Teu Coração




Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo - todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso - todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nús. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração.

Steve Jobs

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Amor é de outro Reino




O amor é de outro reino. (...) Da amizade, do amor, do encontro de duas pessoas que se sentem bem uma ao lado da outra, fazendo amor, falando de amor, trocando amor, conversando de amor, falando de nada, falando de pequenas histórias código de ministros com aventuras de aventuras sem ministros conversa alta e baixa de livros e de quadros de compras e de ninharias conversas trocadas em miúdos ouvindo música sem escutar música que ajuda o amor o amor precisa de ajudas de ir às cavalitas de andas de muita coisa simples amor é um segredo que deve ser alimentado nas horas vagas alimentado nas horas de trabalho nas horas mais isoladas amor é uma ocupação de vinte e quatro horas com dois turnos pela mesma pessoa com desconfianças e descobertas com cegueiras e lumineiras amor de tocar no mais íntimo na beleza de um encanto escondido recôndito que todos no mundo fizeram pais de padres mães de bispos avós de cardeais amor agarrado intrometido de falus com prazer de alegria amor que não se sabe o que vai dar que nunca se sabe o que vai dar amor tão amor.

Ruben A., in 'Silêncio para 4'

terça-feira, 21 de junho de 2011

Literatura.


Sinopse

No prefácio dos "Azulejos do Conde de Arnoso", emite Eça a sua opinião sobre o conto: "No conto tudo precisa de ser apontado num risco leve e sóbrio: das figuras deve-se ver apenas a linha flagrante e definidora que revela e fixa uma personalidade; dos sentimentos, apenas o que caiba num olhar, ou numa dessas palavras que escapa dos lábios e traz todo o ser; da paisagem somente os longes, numa cor unida". O enredo é simples, linear. Não é analítico. Há neles concentração de ação, tempo e espaço. Eça realiza-se também como contista.

domingo, 19 de junho de 2011

O amor é!




"O amor é um passarinho que não aceita gaiola"

sábado, 18 de junho de 2011




Beijo e saudade
Que maravilha ouvir Tito Paris e Mariza


Ondas sagradas do Tejo
Deixa-me beijar as tuas águas
Deixa-me dar-te um beijo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Nas tuas ondas cristalinas
Deixa-me dar-te um beijo
Na tua boca de menina
Deixa-me dar-te um beijo, óh Tejo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Minha terra é aquela pequenina
É Cabo Verde terra minha
Aquela que no mar parece criança
É filha do oceano
É filha do céu
Terra da minha mãe
terra dos meus amores

Bêjo Di Sodade

Onda sagrada di Tejo
Dixám'bejábu bô água
Dixám'dábu um beijo
Um bêjo di mágoa
Um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra

Na bôs onda cristalina
Dixám'dábu um beijo
Na bô boca di mimina
Dixám'dábu um beijo óh Tejo
Um bêjo di mágoa
Um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra

Nha terra ê quêl piquinino
È Cabo Verde, quêl quê di meu
Terra que na mar parcê minino
È fidjo d'oceano
È fidjo di céu
Terra di nha mãe
Terra di nha cretcheu

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Entraste...




Entraste na casa do meu corpo, desarrumaste as salas todas e já não sei quem sou, onde estou. O amor sabe. O amor é um pássaro cego que nunca se perde no seu voo.

(De: Casimiro de Brito)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Adulta é a noite...




"Adulta é a noite onde cresce o teu corpo azul. A claridade que se dá em troca dos meus ombros cansados Reflexos coloridos. Amei o amor. Amei-te meu amor sobre ervas orvalhadas. Não eras tu porém o fim dessa estrada sem fim. Canto apenas (enquanto os álamos amadurecem) a transparência, o caminho. A noite por ti despida. Lume e perfume do sol. Íntimo rumor do mundo.

(Casimiro de Brito)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Mar De todos os cantos do mundo"



(Quadro-original de F Viana motivo-mar-VConde.)

"Mar De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua, onde me uni ao mar, ao vento e à lua."

Sophia Mello Breyner Andresen

Venham daí poetas... Trovadores... Escritores...




Concurso para quem gosta de escrever, organizado pelo zambeziana: http://zambezianachuabo.blogspot.com/

1- Quem pode concorrer? Todos os seguidores do Zambeziana!

2- Categorias:
a) Quadras
b) Poemas e sonetos
c) Prosa

3- Mote obrigatório: "Um Sorriso é Meia Vida!"

4- Enviar para o e-mail: mgmachado@netcabo.pt até ao dia 22 de Junho.

5- Haverá três prémios, um para cada categoria e três menções honrosas.

6- Os prémios serão remetidos por correio para a morada dos vencedores.

7- Dia 24 de Junho – dia de S. João – serão publicados os trabalhos premiados

8- Foi convidado um júri para seleccionar os trabalhos constituído por:

9- Constituição do mesmo: Dr. João Pinto Pereira, Dr. Nuno Machado e Dra. Ana Patrícia Silva

10- O Zambeziana agradece a todos blogs amigos que façam a publicidade deste concurso.

Bom Santo António para todos.

Publicada por Graça Pereira

domingo, 12 de junho de 2011

O Espírito do Homem é Como um Rio que Procura o Mar...




Represem-no e aumentarão a sua força. Não responsabilizem o homem pelas suas explosões devastadoras! Condenem antes a força da vida! O espírito que nos anima pode assumir as mais diversas formas: tornar-nos semelhantes a anjos, a demónios ou a bestas. A cada um a sua escolha. Nada barra o caminho ao homem para além das fantasmagorias dos seus medos. O mundo é a nossa casa, mas teremos ainda que a ocupar; a mulher que amamos está à nossa espera, mas não sabemos onde encontrá-la; o atalho que buscamos está sob os nossos pés, mas não o reconhecemos. Quer sejamos deste mundo por muito ou pouco tempo, os poderes por explorar são ilimitados.

Henry Miller, in "O Mundo do Sexo"

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dá-me a tua mão!



Dá-me a tua mão
para que sinta um pouco mais de mim
povo-a a minha solidão
agora que as palavras secaram
dá-me um pouco de ti...

Podes dar-me o que sentes
podes dar-me o que tens
envolve-me nos teus sentimentos
dá-me a tua mão
outros ventos...

Dá-me a tua mão
Para que eu me construa de novo
de mão dada vem à minha vida
transporta-me à emoção
por ti sentida...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Literatura.


Sinopse

Por trás de um grande líder existe sempre uma grande mulher - Eva Braun foi durante muitos anos a companheira de Adolf Hitler e, por um dia, sua esposa. Através de Os Diários Secretos de Eva Braun, que chega agora até nós, entramos na intimidade daquela que acompanhou a ascensão e a queda do Terceiro Reich, marcado pelo Holocausto. O sofrimento, paixão, loucura, dúvida, vividas e descritas por Eva, não deixam ninguém indiferente. Um livro arrebatador que conquistou a França e já traduzido em inúmeros países.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sofro de não te Ver




Sofro
de não te ver,
de perder
os teus gestos
leves, lestos,
a tua fala
que o sorriso embala,
a tua alma
límpida, tão calma...

Sofro
de te perder,
durante dias que parecem meses,
durante meses que parecem anos...

Quem vem regar o meu jardim de enganos,
tratar das árvores de tenrinhos ramos?

Saúl Dias, in "Sangue (Inéditos)"

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Precipício!



Em cada vida
em cada coração
um dia
nasce a duvida
a desilusão...

Amor e paixão
outros ventos
lágrimas rolam
numa efusão
de sentimentos...

É o sentir o vazio
em cada vida
vencida
precipício
ilusão perdida...

sábado, 4 de junho de 2011

Uma paixão é..



"Uma paixão que não se casa com o amor é um barco sem mar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O amor é..




O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Seguidores



Não quero vender ilusões ,quero apenas ser um vendedor de esperanças.

Se alguém encontrar por aí os meus seguidores mandem-nos de volta!