sábado, 11 de outubro de 2008

Caminhos.



"Que o caminho se faz entre o alvo e a seta..."

( PA.)

1 comentário:

  1. Aquele era o tempo
    Em que as sombras se abriam,
    Em que homens negavam
    O que outros erguiam.
    E eu bebia da vida em goles pequenos,
    Tropeçava no riso, abraçava venenos.
    De costas voltadas não se vê o futuro
    Nem o rumo da bala
    Nem a falha no muro.
    E alguém me gritava
    Com voz de profeta
    Que o caminho se faz
    Entre o alvo e a seta.


    Onde estiveres, eu estou
    Onde tu fores, eu vou
    Para onde olhares
    Eu corro,
    Que o caminho se faz
    Entre o alvo e a seta.

    Não me deixes partir,
    Não me deixes voar,
    Como um pássaro louco
    Como a espuma do mar.

    Lento
    Que o caminho se faz
    Entre o alvo e a seta.

    Cocktail P.A.

    ResponderEliminar