terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Identidade .




Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço

Mia Couto.

3 comentários:

  1. QUERIDO MANUEL, BELO POEMA DE MIA COUTOP... GOSTEI AMIGO!!!
    UM ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
    FERNANDINHA

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  2. O Mia Couto tem o dom de me fazer imaginar as gentes da "nossa" África.

    Manifesta na sua escrita o imenso amor que tem à sua Terra.

    Um senhor!

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  3. Lindo... Aqui deixo as minhas felicidades e os votos k a vida ainda lhe reserve optimas surpresas! bj

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