
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve. . .
— mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes..
— palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
— que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
— e um dia me acabarei.
Cecília Meireles, in 'Viagem'
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ResponderEliminarOi Manuel!!!
ResponderEliminarGesto que não farei!
Palavra que não direi!
Pensamentos que inventei...
Linda "timidez"
Um beijo, amigo.
Ângela
O que faz de uma amizade especial não é a quantidade de tempo que ela existe, mas sim as partes que a compõe!
ResponderEliminarum beijo
Manuel,meu Amigo,que linda escolha!
ResponderEliminarBeijo.
isa.
Há muito que não lia Cecilia Meireles... parabéns
ResponderEliminarCumpts,
Cristina Fernandes
Como é difícil a timidez...
ResponderEliminarbeijos
Olá Constãncia (Vila Poema) do "amigo" Manuel.
ResponderEliminarDe uma tímida que se esconde por detrás da inércia e deixa criar musgo nas pedras de que tanto gosta, acho que hoje foi mesmo um dia de "co-incidência" como diria aquela "amiga" em comum.
Cecília Meireles, a poesia, a doçura...nada poderia ser melhor para empurrar esta pedra a vencer o musgo, a lutar por sair da escuridão em se encerrou.
Que a luz comece e a poesia continue sempre consigo. E tudo o resto.