
Abri as janelas
que havia dentro de ti
e entrei abandonado
nos teus braços generosos.
Senti dentro de mim
o tempo a criar silêncio
para te beber altiva e plena.
Mil vezes
repeti teu nome,
mil vezes,
de forma aveludada
e era a chave
que se expunha
e fecundava dentro de mim.
Já não se sonha,
deixei de sonhar,
o sonho é poeira dos tempos
é a voz da extensão
é a voz da pureza
que dardejava na nossa doçura.
Quando abri as tuas janelas
e despi teus braços
perdi a vaidade
e a pressa,
amei a partida
e em silêncio abri,
(sem saber que abria)
uma noite húmida
em combustão secreta
desmaiado no teu ombro
de afrodite.
Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"
que imagem bonita do amor
ResponderEliminarbeijos amigo
-QUEM NÃO TIVER SOFRIDO O QUE SOFRI,NÃO ME DÊ CONSELHOS,
ResponderEliminarDIZIA SÓFOCLES.
É QUE UMA COISA É DIZER OU ACONSELHAR,
E OUTRA COISA É SOFRER NA PRÓPRIA CARNE.
Quero esta janela no meu quarto, quendo tiver um quarto onds e possa fazer o que quero. Talvez a colocasse no tecto. O texto, esse, escrevê-lo-ia numa parede, onde só ele reinaria. Querido amigo vou ter de "roubar este "sonho lindo".
ResponderEliminarPode ser que entretanto apareça o meu quarto...
Um beijo grande...bom domingo!
Já se encontra por terras lusitanas a percorrer vila poemas?
Pergunta meramente retórica?
Curiosa eu? Não. A resposta reside sempre sempre no lado de quem a detem... eu ainda aguardo em pleno atlântico...talvez um barco, quem sabe um avião...
Até breve caro Amigo!!