
Todos sofremos.
O mesmo ferro oculto
Nos rasga e nos estilhaça a carne exposta
O mesmo sal nos queima os olhos vivos.
Em todos dorme
A humanidade que nos foi imposta.
Onde nos encontramos, divergimos.
É por sermos iguais que nos esquecemos
Que foi do mesmo sangue,
Que foi do mesmo ventre que surgimos.
Ary dos Santos, in 'Liturgia do Sangue'
Muito bom o texto.
ResponderEliminarTenho um trabalho sobre essa pintura
"Retirantes" de Candido Portinari. Um dia desse mando para vc ler.
Bjs.
Manuel
ResponderEliminarMuito bonito o post, a poesia e o quadro do Portinari ficaram bem juntos.
beijos