
Antigamente todos os contos para crianças terminavam com a mesma frase, e foram felizes para sempre, isto depois de o Príncipe casar com a Princesa e de terem muitos filhos. Na vida, é claro, nenhum enredo remata assim. As Princesas casam com os guarda-costas, casam com os trapezistas, a vida continua, e os dois são infelizes até que se separam. Anos mais tarde, como todos nós, morrem. Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre.
José Eduardo Agualusa, in 'O Vendedor de Passados'
Estou capaz de apostar que este Agualusa não anda descalço pela casa. Parece-me muitíssimo crescido. Quase um horror!
ResponderEliminarMuito interessante e melanólico.
ResponderEliminarbeijos