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sábado, 11 de outubro de 2008

Caminhos.



"Que o caminho se faz entre o alvo e a seta..."

( PA.)

Cartas de amor.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Boa noite e...

Bestiário 4.




Nestes versos de pés quebrados

de um amor assim sem beira

nem eira, por alguns trocados

é-se capaz de qualquer besteira:



de dianteira ou mesmo por detrás

por encima ou até por debaixo

corresponde e é sempre eficaz

rapaz! Isso é coisa de macho!



De quem cumpre o que promete

• performance de profissional!

em que tudo isso se repete



com cada freguês satisfeito:

vai-se ao orgasmo mais funcional

para garantir o sagrado direito.



Poema de Antonio Miranda

Como dizia o poeta.

1º Encontro de Música Popular ;



Organizado pelo Grupo de Música e Cantares Tradicionais Emoções, da União Jazz Malpiquense, o 1º Encontro de Música Popular, vai decorrer no Cine-Teatro Municipal de Constância, no próximo domingo, 12 de Outubro, às 18 horas.

O Grupo de Cantares Os Maçaenses, o Grupo de Cantares Musical Amendoense, a Bela Serrana e o Grupo de Música e Cantares Tradicionais Emoções, são os quatro agrupamentos que vão integrar o encontro musical, o qual terá Reinaldo Ramos como Director Musical.

O 1º Encontro de Música Popular conta com os apoios da Câmara Municipal de Constância, da Junta de Freguesia de Montalvo e da Rádio Tágide.
Por CMC

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"




Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o o'bolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

Ricardo Reis.

Escreve-me...



Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!


Escreve-me!Há tanto,há tanto tempo
Que te não vejo, amor!Meu coração
Morreu já,e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d'oração!


"Amo-te!"Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d'amor e felicidade!


Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então...brandas...serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...

Florbela Espanca .

Sem amor...

Espelho meu, espelho meu, há alguém mais bonito do que eu?




"Diz-me quem te admira e dir-te-ei quem és."

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Além-Tejo.

Espelho meu, espelho meu, há alguém mais bonito do que eu?



"Diz-me quem te admira e dir-te-ei quem és."

Balada do poeta vagabundo.



Levo pela minha estrada larga

uma balada nos lábios.

Um sorriso nos olhos

e o coração na mão.

Le3vo pela minha estrada larga

uma balada nos lábios...



— A recordação traz uma dor?

A dor, esqueço-a nos meus cantos.

Levo pela minha estrada larga

a balada que mais amo.

O eco canta, às vezes,

com os seus lábios invisíveis.



— Dança a chuva ou dança o vento?

— Está a arde ensangüentada?

Como o sorriso nos olhos,

sigo o meu caminho sonhando.

Levo pela minha estrada larga

uma balada nos lábios...



E não importa que te acerques,

solidão do desencanto.

Não hei de te ver porque levo

o coração na mão,

o sorriso nos olhos

e a balada nos lábios...



Como é bom ir pela estrada

com a balada nos lábios,

o sorriso nos olhos,

e o coração na mão!



Poema de Gastón Figueira.

Prémio Camões e Certificados Sensosim foram entregues a 8 de Outubro






Na quarta-feira, 8 de Outubro, a Câmara Municipal de Constância e a Escola Básica e Secundária Luís de Camões, procederam à entrega do Prémio Camões e dos Certificados Sensosim, uma cerimónia que decorreu nas instalações da própria Escola.



O Prémio Camões foi instituído pela Câmara Municipal e pela Escola logo no primeiro ano de funcionamento da instituição de ensino, visando incentivar os alunos a progredirem com vista ao seu melhor desempenho no âmbito da sua autoformação.



Assim, os alunos que alcançaram melhores resultados no ano lectivo de 2007/2008 receberam obras literárias e placas alusivas ao acto, tendo-se distinguido os seguintes jovens: Ana Carolina Leitão e Sofia Lopes Agostinho (5ª ano), Alexandre Oliveira Rodrigues, Ana Cristina Pedro, Rita Medroa Mateus, Yuliya Zatserkovna (6º ano), Tiago Martins (7º ano), Bernardo Barroso Marques e André Xavier (8º ano), André Filipe Monteiro (9º ano), Susana Filipa Milheiriço (1º ano do Curso de Educação e Formação de Adultos (CEF)), Sandy Leila Rodrigues (2º ano CEF) e Cátia Picão (Secundário).



Após a entrega do Prémio Camões, foi também entregue o Sensosim, um prémio instituído pela Escola no ano lectivo 2004/2005, o qual tem como objectivo premiar aqueles que se destacaram pelas suas atitudes e valores, nomeadamente pela sensibilidade, pela solidariedade e pela simpatia.



A cerimónia foi acompanhada por uma equipa de reportagem da RTP,
Por CMC

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Além-Tejo.

Cansamo-nos de pensar.




Cansamo-nos de tudo, excepto de compreender. O sentido da frase é por vezes difícil de atingir. Cansamo-nos de pensar para chegar a uma conclusão, porque quanto mais se pensa, mais se analisa, mais se distingue, menos se chega a uma conclusão.
Caímos então naquele estado de inércia em que o mais que queremos é compreender bem o que é exposto - uma atitude estética, pois que queremos compreender sem nos interessar, sem que nos importe que o compreendido seja ou não verdadeiro, sem que vejamos mais no que compreendemos senão a forma exacta como foi exposto, a posição de beleza racional que tem para nós.
Cansamo-nos de pensar, de ter opiniões nossas, de querer pensar para agir. Não nos cansamos, porém, de ter, ainda que transitoriamente, as opiniões alheias, para o único fim de sentir o seu influxo e não seguir o seu impulso.

Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'

Bestiário 3



Neste corpo jovem, cinzelado

de arestas e deslizes sutis

- por que não dizer primaveris

mesmo sendo verso viciado.



Este corpo fugaz ou falaz

que reverbera e é fausto

é fátuo, melhor: exausto

de tanto arfar, tanto faz



possuindo ou sendo possuído,

atuando ou sendo consumido

nunca está no ato praticado



estou apenas eu, assumido

comprador de produto difundido

que não é assim nem é assado.


(Poema de Antonio Miranda .)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Talvez um dia.



Talvez, um dia, eu faça um poema
Poema esse, que contenha Lobos
Lobos guardiões de Almas
Que guiam nossas almas
Em noites, de solidão
Em busca de uma outra alma

Talvez, um dia, eu declame o poema
Que contenha você
Guiada pelos Lobos
Que encontraram nossas almas
Em algum lugar do tempo
No reflexo de um espelho

Talvez, um dia, eu possa amar você
Amor esse, que supra meu desejo
Desejo de ter paz, no coração
Junto com os Lobos
Que conhecem minha solidão
Como o caminho que trilham

Em busca de almas ligadas

Numa outra Dimensão

(Marco Antonio S. A. Capel)

Without you.



O amor é um rio onde as águas de dois ribeiros se misturam sem se confundir ...

Constância integra Rede de Escolas de Excelência



A Câmara Municipal de Constância e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, assinaram recentemente um protocolo com vista à implementação de uma Rede de Escolas de Excelência – ESCXEL.



A Rede de Escolas de Excelência – ESCXEL nasceu da iniciativa de um grupo de investigadores do CESNOVA – Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, que, interpretando as tendências e os grandes desafios que se colocam à educação e ao sistema de ensino em Portugal, entendem ser nas escolas e nas comunidades locais que reside o mais decisivo potencial de qualificação e de mudança social e cultural.



Além do Município de Constância, são também parceiros deste projecto os municípios de Batalha, Castelo Branco, Loulé e Oeiras.



Registe-se que pela primeira vez no nosso país, a universidade, os municípios e as escolas unem-se para potenciar os seus recursos e as suas competências específicas em torno de um objectivo comum: promover o princípio da excelência educativa através de uma rede cooperativa visando a comparação, a troca e a avaliação de experiências, soluções e modelos de desenvolvimento educativo.



A Rede de Escolas de Excelência – ESCXEL é um projecto que se desenvolverá entre 2008 e 2012, o qual visa potenciar de forma cooperativa as competências dos municípios, das escolas e das comunidades, no sentido de concretizar a ideia de qualificação e de excelência educativa.


Por CMC