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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ausência.




Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
[braços

que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo'

Literatura.



Sinopse

Em Filhos de Estaline, Owen Mathews reconstitui a passagem do seu avô pela purga de horror levada a cabo por Estaline e conta a história de amor dos pais, vivida em plena Guerra Fria, através das memórias e cartas trocadas entre os protagonistas.
Interligado com a história da família, surge o percurso de um jovem repórter na Moscovo dos anos 90.
Este livro demonstra a luta de homem determinado a compreender a vida dos pais e o estranho país que os uniu, e a força que o moveu a reconstituir a vida dos seus avós numa Rússia cruel.
Filhos de Estaline constitui a memória crua e vívida dos últimos anos da Rússia.

Souberam a pouco!


Quem parte leva saudades, quem fica saudades tem >>>

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mini-férias.


Malandro que é malandro não se aposenta, só tira férias.

Ficarei com saudades,mas não demoro.
Volto dia 7 de Dezembro,até lá façam o favor de serem felizes.

Viajar.





Para viajar basta existir.


Vou de dia para dia, como de estação


para estação, no comboio do meu corpo,


ou do meu destino,


debruçado sobre as ruas e as praças,


sobre os gestos e os rostos,


sempre iguais e sempre diferentes,


como,afinal, as paisagens são.


Se imagino, vejo.


Que mais faço eu se viajo?


Só a fraqueza extrema da imaginação


justifica que se tenha que deslocar para sentir.


"Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl,


te levará até ao fim do mundo".


Mas o fim do mundo,


desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta,


é o mesmo Entepfuhl de onde se partiu.


Na realidade, o fim do mundo,


como o principio, é o nosso conceito do mundo.


É em nós que as paisagens tem paisagem.


Por isso, se as imagino, as crio;


se as crio, são; se são, vejo-as como ás outras.


Para que viajar? Em Madrid,em Berlim,


na Pérsia, na China, nos Pólos ambos,


onde estaria eu senão em mim mesmo,


e no tipo e gênero das minhas sensações?


A vida é o que fazemos dela.


As viagens são os viajantes.


O que vemos, não é o que vemos,


senão o que somos.




Fernando Pessoa

7 Anos, 7 Dias, 7 Surpresas




7º Aniversário do Ginásio Municipal de Constância
De 2 a 13 de Dezembro De 2 a 13 de Dezembro o Ginásio Municipal de Constância, promove a actividade 7 Anos, 7 Dias, 7 Surpresas, uma iniciativa que assinala o 7º aniversário desta infra-estrutura desportiva do concelho, a qual se localiza no Pavilhão Desportivo Municipal.

7 Anos, 7 Dias, 7 Surpresas, é o mote para as diversas actividades desportivas que vão decorrer no âmbito desta data comemorativa, as quais integram Avaliações de Condição Física, treinos Grátis e Hip Hop Kids (nas escolas) as quais culminarão com uma Mega Aula de Fitness em Circuito, que terá lugar no dia 10 de Dezembro, na nave principal do Pavilhão Desportivo Municipal.

Todas as actividades são gratuitas e abertas à população em geral, bastando para participar nas mesmas, proceder à respectiva inscrição nos serviços da Piscina Municipal (249 739 627) ou do Pavilhão Desportivo Municipal (249 730 059).
Por CMC

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Queda do império.



Cati e Vitorino.

Não se Casem Raparigas !




Já viram um homem em pêlo
Sair de repente da casa de banho
Escorrendo por todos os pêlos
Com o bigode cheio de pena
Já viram um homem muito feio
A comer esparguete
Garfo em punho e ar de bruto
Com molho de tomate no colete
Quando são bonitos são idiotas
Quando são velhos são horríveis
Quando são pequenos são maus
Já viram um homem gordo à beça
Extrair as pernas do ó-ó
Massajar a barriga e coçar as guedelhas
Olhando pensativo para os pés


Não se casem raparigas não se casem
Façam antes cinema
Fiquem virgens em casa do papá
Sejam serventes no carvoeiro
Criem macacos criem gatos
Levantem a pata na Ópera
Vendam caixas de chocolate
Professem ou não professem
Dancem em pêlo para os gagás
Sejam matadoras na avenida do Bois
Mas não se casem raparigas
Não se casem


Já viram um homem à rasca
Chegar tarde para o jantar
Com baton no colarinho
E tremeliques nas gâmbias
Já viram no cabaret
Um senhor não muito fresco
Roçar-se com insistência
Numa florzinha de inocência
Quando são burros aborrecem
Quando são fortes fazem sports
Quando são ricos guardam o milho
Quando são duros torturam
Já viram ao vosso braço pendurado
Um magrizela de olhos de rato
Frisar os três pêlos do bigode
E empertigar-se com um ar de bode


Não se casem raparigas não se casem
Vistam os vossos vestidos de gala
Vão dançar ao Olímpia
Mudem de amante quatro vezes por mês
Peguem na massa e guardem-na
Escondam-na fresca debaixo do colchão
Aos cinquenta anos pode servir
Para sacar belos rapazes
Nada na cabeça tudo nos braços
Ah que bela vida será
Se não se casarem raparigas
Se não se casarem

Boris Vian, in "Canções e Poemas

Pensamentos sobre o casamento.




1. Li recentemente que amor é um assunto de química. Deve ser por isso
que minha mulher me trata da mesma forma como trata os resíduos tóxicos.


2. Quando um homem te rouba a mulher, não há melhor vingança do que
deixar que fique com ela.


3. Após o casamento, o homem e a mulher tornam-se as duas faces da
mesma moeda: não se podem ver mas permanecem juntos.


4. De qualquer das maneiras casa-te. Se arranjares uma boa mulher,
serás feliz. Se arranjares uma má esposa, tornar-te-às um filósofo.


5. As mulheres inspiram-nos para grandes coisas, e privam-nos de alcançá-las.


6. A grande questão... a que nunca fui capaz de responder é: 'O que é
que uma mulher quer?


7. Troquei algumas palavras com minha mulher e ela trocou alguns
parágrafos comigo.


8. 'Algumas pessoas costumam perguntar o segredo do nosso longo
casamento e eu lhes respondo: Vamos ao restaurante 1 vez por semana
para um jantarzinho à luz de vela, um pouco de música e dança. Ela
vai às terças, eu vou às sextas.'


9. 'Não estou preocupado nem assustado com o terrorismo . Já estive
casado por 2 anos....'


10. 'Há uma maneira muito mais fácil e rápida de transferir fundos que
é ainda melhor que as caixas automáticas: Chama-se casamento .'


11. 'Tive pouca sorte com as minhas 2 mulheres. A primeira foi-se
embora e a segunda não me quer deixar .'


12. Dois (2) segredos para manter brilhante o teu casamento:
a. Mesmo que não estejas errado, admite que estás
b. Mesmo que estejas certo, mantém-te calado.


13. A maneira mais eficaz de lembrar o aniversário da sua esposa é
esquecê-lo uma vez.


14. Sabem o que fiz antes de me casar? Tudo o que queria fazer!

15. Eu e minha mulher fomos felizes por 20 anos. Depois encontrámo-nos...


16. Uma boa esposa perdoa sempre o seu marido quando ela estiver errada!


17. O casamento é a única Guerra onde os inimigos dormem juntos!


18. Um homem colocou um anúncio dizendo: 'procura-se mulher'. No dia
seguinte recebeu centenas de cartas. Todas diziam a mesma coisa:
'podes ficar com a minha'


19. O 1ºtipo (todo orgulhoso) diz: 'Minha mulher é um anjo!'
O 2ºtipo diz: 'Tens muita sorte, a minha ainda está viva.'

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Busque Amor novas artes, novo engenho.




Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.

Luís de Camões

Olhos.


A natureza e os livros pertencem aos olhos que os vêem .

4º Encontro Confluências




O Papel da Sociedade na Protecção das Crianças - Que Respostas? No dia 26 de Novembro, entre as 14 e as 17 horas, o Cine-Teatro Municipal recebe o 4º Encontro Confluências, subordinado ao tema O Papel da Sociedade na Protecção das Crianças – Que Respostas?, uma organização da Comissão de Protecção e Crianças de Constância (CPCJ), com o apoio da Câmara Municipal de Constância e da Caixa Geral de Depósitos.

Após a sessão de abertura que contará com a presença do Dr. António Marques, Presidente da CPCJ, e da Dra. Júlia Amorim, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Constância, às 14.45h, decorrerá a primeira intervenção intitulada O Papel da Sociedade na Protecção das Crianças, pelo Prof. Doutor Fernando Silva, Professor da Universidade Autónoma de Lisboa. Às 16 horas terá lugar o painel Que Respostas?, pela Dr. Manuela Quintanilha, Psicóloga Clínica. Seguir-se-á um espaço de debate entre os participantes e os oradores.
Por CMC

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Árvores de Natal e Presépios



No Parque Ambiental No próximo dia 1 de Dezembro o Parque Ambiental de Santa Margarida dinamiza a Oficina Ambiental «Construir a Árvore de Natal e o Presépio com materiais reutilizáveis», uma iniciativa que terá o seu início às 14 horas.

Com o aproximar da época Natalícia começamos a pensar na construção da Árvore de Natal e do Presépio, é tradição a utilização de pinheiros que muitas vezes são cortados na floresta e de musgo que é arrancado do solo. Destas práticas resultam impactos negativos na biodiversidade, no solo e na água.

Assim, o Parque Ambiental de Santa Margarida propõe uma actividade onde se aprenderá a construir uma Árvore de Natal e um Presépio com outros materiais que podem ser reutilizados.

A participação na Oficina Ambiental é gratuita, implicando apenas a respectiva inscrição, a qual deverá ser efectuada no Parque Ambiental de Santa Margarida, presencialmente ou através dos seguintes contactos: Telf: 249 736 929; e-mail: parqueambiental@cm-constancia.pt

Por CMC

Fontes.


A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.

Pinceladas.


Para mim o acto de pintar é sempre mais importante do que a coisa pintada .

O corpo.




Ante as portas desgarradas, paradoxal
é a morte: impossível, feito realidade,
acaso predito. Corpo, deus imortal,
para sempre cego e mudo, abandona-te ao livre

ar. Que te transformes e assemelhes à noite.
Tempestade final das sombras, foste, corpo,
respiração com voz, área que habitaste,
vária e discordante, a cada movimento.

E agora que a luz desfalece e não a tocas,
nem por ela és tocado, a palavra deixou
de ser a tua pátria e não mais esfolias

o espaço. Agora, que já nada mudará,
nenhuma eternidade te rescende. A morte
petrifica o frágil espaço que foi teu.

Orlando Neves, in "Decomposição - o Corpo"

domingo, 23 de novembro de 2008

Estou na lua.



Os lunáticos.

Lua adversa.




Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles, in 'Vaga Música'

As nossas luas...


Cada um de nós é uma lua e tem um lado escuro que nunca mostra a ninguém ...