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«(a)Mar Pedra»: Dia do Trabalhador e assim
Os meus agradecimentos a todos os que me visitaram.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Coisas, Pequenas Coisas.

Fazer das coisas fracas um poema.
Uma árvore está quieta,
murcha, desprezada.
Mas se o poeta a levanta pelos cabelos
e lhe sopra os dedos,
ela volta a empertigar-se, renovada.
E tu, que não sabias o segredo,
perdes a vaidade.
Fora de ti há o mundo
e nele há tudo
que em ti não cabe.
Homem, até o barro tem poesia!
Olha as coisas com humildade.
Fernando Namora, in "Mar de Sargaços"
Dia do Sol .

Dia do Sol - 3 de Maio - No Centro Ciência Viva de Constância
No próximo domingo, 3 de Maio, comemora-se o Dia do Sol, uma data que o Centro Ciência Viva de Constância vai assinalar com a dinamização de diversas iniciativas.
Assim, entre as 11 e as 13.30 horas, com entradas livres, decorrerão as seguintes actividades: Observação do Sol no Laboratório de Heliofísica; Observações (comentadas) do Sol através de telescópios com filtros especiais; Observação do Meio-Dia Solar.
Para mais informações devem os interessados contactar o Centro Ciência Viva de Constância através do telefone 249 739 066, ou via correio electrónico para info@contancia.cienciaviva.pt Por CMC
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O Koala e a Lagartixa
Um koala estava sentado numa árvore, a fumar um charro...

Uma lagartixa que passava, olhou para cima e perguntou:
- Hei, Koala... tá tudo bem? O que estás a fazer?

O koala respondeu:
- Curtindo uma broca! Sobe, pá...
A lagartixa subiu a árvore e sentou-se ao lado do koala, a curtir uns charros.
Após algum tempo, a lagartixa disse:
- Porra, Koala, tenho a boca seca, vou beber água ao rio...
Quando estava junto ao rio, a lagartixa, desorientada com o fumo, inclinou-se muito e caiu no rio.
Um jacaré, quando a viu cair, nadou até ela, ajudando-a a subir p'rá margem.
Depois, perguntou:
- Então, lagartixa? O que aconteceu?
A lagartixa explicou que tinha estado a curtir umas brocas com o koala numa árvore, foi beber água, ficou azambuada e caiu no rio.
O jacaré disse que ia verificar e história e entrando da floresta, encontrou o koala sentado num galho, todo ganzado.
O jacaré olhou para cima e disse:
- Ei! Ó tu aí em cima!

O koala olhou para baixo e disse:

- Fonix....., Lagartixa.
Quanta água é que tu bebeste?!!

Uma lagartixa que passava, olhou para cima e perguntou:
- Hei, Koala... tá tudo bem? O que estás a fazer?

O koala respondeu:
- Curtindo uma broca! Sobe, pá...
A lagartixa subiu a árvore e sentou-se ao lado do koala, a curtir uns charros.
Após algum tempo, a lagartixa disse:
- Porra, Koala, tenho a boca seca, vou beber água ao rio...
Quando estava junto ao rio, a lagartixa, desorientada com o fumo, inclinou-se muito e caiu no rio.
Um jacaré, quando a viu cair, nadou até ela, ajudando-a a subir p'rá margem.
Depois, perguntou:
- Então, lagartixa? O que aconteceu?
A lagartixa explicou que tinha estado a curtir umas brocas com o koala numa árvore, foi beber água, ficou azambuada e caiu no rio.
O jacaré disse que ia verificar e história e entrando da floresta, encontrou o koala sentado num galho, todo ganzado.
O jacaré olhou para cima e disse:
- Ei! Ó tu aí em cima!

O koala olhou para baixo e disse:

- Fonix....., Lagartixa.
Quanta água é que tu bebeste?!!
Plano Estratégico de Constância 2020 .

Apresentação Pública do Plano Estratégico de Constância 2020
No próximo dia 8 de Maio, pelas 20.30H, no Auditório do Cine-Teatro Municipal de Constância vai decorrer a Sessão Pública de apresentação do Plano Estratégico de Constância 2020.
Recorde-se que Constância, um concelho de oferta diversificada e qualificada, para visitantes e residentes, atractiva para o investimento produtivo, em articulação com o sistema urbano do Médio Tejo, é o objectivo central proposto pelo Plano Estratégico do Concelho de Constância 2020 para o desenvolvimento de Constância. Deste modo, o documento aponta cinco linhas estratégicas com vista à operacionalização do objectivo central:
Constância Solidária
Constância Competitiva
Constância Atractiva
Constância Moderna
Constância Integrada
Assim, atendendo à importância deste documento enquanto quadro de referência tecnicamente fundamentado e focalizado nas perspectivas de desenvolvimento do concelho, convidam-se os interessados a assistir à Sessão Pública de apresentação do Plano Estratégico de Constância 2020, na data e horário acima mencionados.
Informamos também que o Plano Estratégico de Constância 2020 está disponível do Portal do Município.
Por CMC
Literatura.

A Demanda do mestre.
A Crise de 1383-85
de Isabel Ricardo
«A Demanda do Mestre» é um romance notável sobre o genial Nuno Álvares Pereira, as suas lutas e conquistas, e a vida turbulenta da corte portuguesa.
Em Outubro de 1383, com a morte do rei D. Fernando, Portugal é lançado numa crise inquietante… A única herdeira do trono é a jovem Beatriz, casada com o rei de Castela.
Lado a lado com personagens históricas notáveis, tais como D. Nuno Álvares Pereira, o nosso Santo Condestável, e o primeiro rei da segunda dinastia, D. João I, Mestre de Avis, o leitor conhece também a escandalosa Constança e os seus amantes, e a doce e meiga Catarina, duas personagens femininas muito marcantes, que nos envolvem apaixonadamente.
Num romance histórico de leitura compulsiva, extremamente emocionante e irresistível, que nos deixa sem fôlego do início ao fim, a autora transporta-nos numa viagem até um Portugal de finais da Idade Média.
terça-feira, 28 de abril de 2009
O Meu Sonho Habitual .

Tenho às vezes um sonho estranho e penetrante
Com uma desconhecida, que amo e que me ama
E que, de cada vez, nunca é bem a mesma
Nem é bem qualquer outra, e me ama e compreende.
Porque me entende, e o meu coração, transparente
Só pra ela, ah!, deixa de ser um problema
Só pra ela, e os suores da minha testa pálida,
Só ela, quando chora, sabe refrescá-los.
Será morena, loira ou ruiva? — Ainda ignoro.
O seu nome? Recordo que é suave e sonoro
Como esses dos amantes que a vida exilou.
O olhar é semelhante ao olhar das estátuas
E quanto à voz, distante e calma e grave, guarda
Inflexões de outras vozes que o tempo calou.
Paul Verlaine, in "Melancolia"
A Quimera da Felicidade.

(...) do alto de uma montanha, inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma cousa única. Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das cousas. Tal era o espectáculo, acerbo e curioso espectáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que não lhe podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, - flagelos e delícias, - desde essa cousa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das cousas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, - nada menos que a quimera da felicidade, - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Machado de Assis, in 'Memórias Póstumas de Brás Cubas'
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Identidade .

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
Isabelle.

Ela é stripper na internet. Tem um filho de cinco anos. Mora em Hong-Kong. Tem suores noturnos que acrescem ainda mais a umidade relativa do ar — as pás do ventilador estampando toxinas na parede. Contempla a ausência de murmúrio, rastro qualquer de seu exílio, e ama insensatamente um homem que não quer ser seu. O corpo de contornos arredondados. Tem vaidades, veleidades. Entre rendas e cetim, solta os cabelos ao vento, mata baratas e sorri subterrâneos inteiros. Ninguém sabe, mas Isabelle é hipocondríaca e pretende, ante o lirismo dilacerado, jogar no vaso sanitário a cartela de prozac e toda a perspicácia aviltada. Tudo está nos devidos lugares. Inclusive os livros. Entre paredes e portas, com a singularidade resguardada pelo enquadramento da câmera, ela tira uma a uma as peças de roupa em frente ao computador. Está protegida de assaltos e das doenças. Tem todos os modos de reunir seus talentos e o exibir-se. Então para quê sustentar esse amarelo? De calcinha e soutien ela dança e faz malabarismos. Sorri carmim.
Clotilde Zingali
Texto extraído do livro "40 possíveis maneiras de se descascar uma mulher",
domingo, 26 de abril de 2009
Ter um destino.
Tua influência ó mar!;

Que influência tens tu sobre mim ó mar,
Que feitiço me fizeste,logo que nasci?!
Quando triste,sinto meu pranto rolar
Em ondas salgadas,que vêm de ti.
Amigo,companheiro da minha infância
Ouvia teu susurro ao anoitecer,
Numa canção que ensaiavas à distância
E me embalava p,ra me adormecer.
Quado te encontro,sinto renascer
A coragem,a força e a energia,
E a seiva que preciso p,ra viver
Vem de ti,num perfume de maresia.
Agora,da viagem já cansada
Sonho contigo,amigo dedicado,
Respiro o ar da noite despenhada
Em ecos,num pranto ainda salgado
Fernanda Costa.
As Liberdades Essenciais.

As liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização social, liberdade económica. Pela liberdade de cultura, o homem poderá desenvolver ao máximo o seu espírito crítico e criador; ninguém lhe fechará nenhum domínio, ninguém impedirá que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado. Pela liberdade de organização social, o homem intervém no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos à medida que a sua cultura se for alargando; para o bom governante, cada cidadão não é uma cabeça de rebanho; é como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, através dos regimes possíveis. Pela liberdade económica, o homem assegura o necessário para que o seu espírito se liberte de preocupações materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ninguém deve, pela posse dos meios de produção e de transporte, que permitem explorar, pôr em perigo a sua liberdade de Espírito ou a liberdade de Espírito dos outros. No Reino Divino, na organização humana mais perfeita, não haverá nenhuma restrição de cultura, nenhuma coacção de governo, nenhuma propriedade. A tudo isto se poderá chegar gradualmente e pelo esforço fraterno de todos.
Agostinho da Silva.
sábado, 25 de abril de 2009
Refúgio das Mágoas.

Meus olhos tristes chorando
Brotaram plangentes águas
Mas descobri que cantando
São mais suaves as mágoas!...
Toda a mágoa que na vida
Em silêncio é calada
É sempre mais dolorida
Por nunca ser revelada...
Se a vida fosse somente
Feita de dor e sofrer
Não havia certamente
Mera razão p'ra viver ...
As mágoas que alma sente
E a vida vão torturando
Têm refúgio, se a gente
Levar a vida cantando!...
Euclides Cavaco
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