
Hoje vieste ver-me
a troco de um pensamento
que não se esconde
na ressonância adormecida
num olimpo.
Vieste e trazias
um ramo de palavras cintilantes,
flores que pacientemente
escorrem entre o alfa e o omega
como um perfume de tempo.
Hoje a tua visita
apareceu à janela do tempo
que a paisagem do nosso olhar
incendeia num vespertino silêncio.
De corpo cansado
das pedras que colhi
na paisagem transparente erguida
adormeci na pausa
tão perfeitamente adormecida
do nosso paraíso
que tarda a acontecer.
Hoje vieste ver-me
E, sem ter de tocar
no mármore da paixão,
contigo fui devagar
ver o tempo passado para nele escrever
o tempo do amor
voz da nossa idade
que nossos olhos cantam
no canto do nosso olhar.
Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"
11 comentários:
Lindo, lindo!!!
Ai, como a saudade...fala! Não tem idade... e não se cansa de nos visitar!
Beijo
Graça
Transcrição essa,abriu noite minha,uma quarta feira de silenciosa brisa,em noite essa!
te abraço poeta
viva la vida
Transcrição essa,abriu noite minha,uma quarta feira de silenciosa brisa,em noite essa!
te abraço poeta
viva la vida
Alô Constância (vila poema) passei por aqui via Viver é Pura Magia e adorei o seu blogue, vou voltar.
PS: Na foto você está igual ao Ricardo lol....ah e outra coisa a Alfa sou eu (referida no seu poema) bjs
Oi Manuel!!!
Esse é o segundo poema de Carlos Melo Santos que leio no seu blog, são excelentes.
Era tudo que eu estava precisando ler, completos e profundos.
Beijinhos
Ângela Guedes
Meu querido Manuel
Mais um lindo poema, sempre boas escolhas.
Beijinhos
Sonhadora
Escrever sobre saudade, é quase sempre olhar para trás, "ver o tempo passado para nele escrever".
Lindíssimo o poema. Transpira amor, transborda saudade.
Beijos
Sempre que a saudade bate no peita, traz boas lembranças de quem gostamos.
Sempre é um prazer fazer esta visita.
Sublimes abraços
A poesia que insere no seu blogue
é sempre boa. É um prazer
chegar aqui, ler as poesias e
ver as imagens.
Beijinho/Irene
Carlos Melo Santos, não é um poeta que eu conheça, mas de facto gosto dos seus poemas.
Às vezes Manuel até tenho saudade daquilo que nunca foi e me chegou em sonhos!
Beijinhos,
Manú
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